Investimento Responsável

OS INVESTIMENTOS RESPONSÁVEIS FAZEM A DIFERENÇA
O Acordo de Paris alcançado em 2015 estabeleceu objetivos de longo prazo na contenção do aumento da temperatura média global para um máximo de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, com o compromisso da comunidade internacional na prossecução de todos os esforços para que esse aumento não ultrapasse 1,5 °C, valores que a ciência define como máximos para garantir a continuação da vida no planeta sem alterações demasiado gravosas. Nesse sentido, sublinhou a necessidade de reforçar a cooperação internacional entre os Estados.

Como forma de contribuir para os objetivos do Acordo de Paris, a União Europeia criou o Pacto Ecológico Europeu, de acordo com o qual deverá alcançar a neutralidade carbónica até 2050 correspondendo a reduções de 80 a 95% nas emissões de GEE. A União Europeia já dispõe inclusivamente, de diretivas sobre finanças responsáveis, por ser através de uma economia verde e socialmente mais responsável que se pavimenta o caminho para coletivamente, alcançarmos as metas estabelecidas ou ficarmos mais próximos desse objetivo. As instituições financeiras têm, assim, um papel determinante na aceleração da transição para economias de baixo carbono, através de estratégias que valorizem e integrem critérios de sustentabilidade nos seus investimentos e financiamentos.

Traçar o caminho da gestão do Investimento Responsável

Consciente da urgência em delinear o melhor rumo para o desenvolvimento sustentável e da importância de financiar esta transição para uma economia mais verde, o Grupo Fidelidade tem o compromisso de integrar os objetivos de sustentabilidade no seu processo de investimento, principalmente no que diz respeito aos princípios ESG – acrónimo de Environmental, Social and Governance —, que correspondem a fatores de natureza ambiental, social e de governo das sociedades.

Em 2020 o Grupo Fidelidade redefiniu a sua política de investimento e integrou estes princípios como um dos requisitos a seguir, a que chamou “Fator ESG compliant”, que avalia aspetos da composição e responsabilidade do conselho de administração, da estabilidade do capital humano e das práticas ambientais sólidas e responsáveis que sinalizam excelência operacional e qualidade de gestão.

Atualmente, a análise interna do nível de compliance de uma carteira composta por investimentos em fundos que se regem pelos princípios ESG são geridos externamente (Third Party Managed Investments) e sujeitos a consulta, de acordo com as políticas ESG existentes por parte das diferentes entidades gestoras. Este processo encontra-se bastante avançado a nível internacional, com a quase totalidade dos gestores a apresentarem os seus relatórios e políticas de acordo com os Princípios de Investimento Responsável da United Nations Environment Programme (PRI- Principles for Responsible Investment) e os princípios ESG.

Temos consciência do caminho que ainda há por percorrer e colocamos como objetivo termos a gestão destes princípios aplicada à totalidade dos investimentos durante o ano de 2021.

Continuamos a prosseguir com a integração da análise ESG em modelos de credit scoring e rating.

No entanto, este processo terá de ser calibrado de acordo com as evoluções recentes do mercado nesta área, no qual se tenta evitar o greenwashing da carteira de investimentos. Falta ainda um sistema de rating favorável e desfavorável sobre as práticas das empresas que seja consensual e de normas de divulgação que ajudem os investidores a analisar, de forma mais objetiva e crítica, a sua carteira de investimentos.

Primeiro passo na sustentabilidade de fundos

pela Fidelidade – SGOIC

O investimento em fundos responsáveis tem crescido nos últimos anos, a par de os investidores portugueses reconhecerem a importância do investimento no quadro de uma sociedade mais sustentável. A gestão da Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo do Grupo Fidelidade, enquadrada pela política de investimento de cada fundo sob sua gestão, procura adotar estratégias que contribuam para a persecução desta visão, traduzida nos seguintes objetivos:

• Minimizar os riscos e melhorar o desempenho financeiro ao longo do tempo;

• Investir com impacto positivo, para que os investimentos possam originar benefícios sociais e ambientais, cumprindo a missão das suas empresas;

• Ajudar no combate às alterações climáticas, contribuindo para a concretização dos ODS.